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FIDCs de Varejo: A Ascensão Exponencial nos Investimentos em Crédito e Finanças

Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), historicamente dominados por grandes investidores institucionais, estão rapidamente conquistando o segmento de varejo. Regulamentada no final de 2023, essa modalidade de investimento em crédito tem poucas carteiras disponíveis, mas seu crescimento tem sido meteórico, aproximando-se da marca de um bilhão de reais apenas para o varejo. No total, o volume investido nesses fundos já alcança R$ 2,7 bilhões, refletindo um notável avanço de 43% neste ano, conforme dados da Uqbar, especialista em finanças estruturadas, e da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

O Crescimento Exponencial dos Fundos de Crédito no Varejo Brasileiro

A atração pelos FIDCs de varejo é evidente nos números. Com um crescimento de mais de 43% em um curto período, esses ativos financeiros estão se consolidando como uma opção robusta no mercado financeiro. Entre os fundos que se destacam, o Solis Capital Antares Pioneiro, que foi o primeiro FIDC desenhado para o varejo, já superou a marca de R$ 979 milhões em patrimônio, demonstrando a confiança e o interesse dos investidores pessoa física. Essa expansão sublinha uma mudança significativa na percepção e acessibilidade de produtos de crédito privado no Brasil.

Solis Capital Antares Pioneiro: Inovação e Resultados em Ativos de Crédito

Lançado em junho de 2024, o Solis Capital Antares Pioneiro rapidamente acumulou 15.352 cotistas, com seu patrimônio disparando 147% em relação a março do ano anterior e 32,6% só neste ano. Delano Macêdo, sócio da Solis Investimentos, observa que a busca por FIDCs reflete a procura de pessoas físicas por opções de renda fixa no crédito privado, oferecendo diversificação e descorrelação dos mercados financeiros tradicionais.

Estratégias de Diversificação e Gestão de Risco para Investidores

O Solis Pioneiro adota uma estratégia de alocação em 48 outros FIDCs, o que confere maior diversificação e liquidez à carteira. Aproximadamente 40% desses investimentos são em FIDCs de recebíveis multicedente e multisacado, enquanto 21% são de crédito consignado público. Macêdo enfatiza que essas classes de ativos são escolhidas por protegerem o investidor. A carteira opera com uma provisão média para perdas de 8,5% e uma subordinação de 33%, garantindo uma camada de proteção antes que o risco de crédito atinja o cotista de varejo. A carência de 60 dias para resgates é ajustada aos prazos dos recebíveis, proporcionando estabilidade na gestão financeira do fundo.

O Papel das Taxas de Juros na Otimização dos Investimentos em FIDCs

A queda das taxas de juros tem sido um fator crucial para o crescimento do mercado de FIDCs. Ricardo Binelli, também sócio da Solis, destaca que o menor custo estrutural desses fundos em comparação com outras emissões de títulos torna-os mais acessíveis para as empresas cedentes de crédito, ao mesmo tempo em que permite oferecer maior rentabilidade aos investidores. A Solis, com duas décadas de atuação no segmento e R$ 29,5 bilhões sob gestão, registra um crescimento de 28,7% em 12 meses. A rentabilidade média do Solis Pioneiro tem girado em torno de CDI mais 1,0% a 1,3% ao mês, um atrativo considerável. O interesse crescente se manifesta em uma média diária de cem novos cotistas e R$ 3 milhões a R$ 4 milhões em novos investimentos, projetando um futuro de contínua expansão para os FIDCs com a manutenção da política de juros mais baixos.

Fonte: https://www.infomoney.com.br

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